Há uns dias atrás, não tão sóbria e meio chateada, numa mesinha de balada desinfetada recentemente por um garçom gatinho, falei algumas besteiras. Eu? Falar besteiras sobre aquilo? Nem pensar, nunca. Que baita contradição eu seria. E quanto mais a cerveja entrava, menos parecia besteira. Parecia coisa séria, na hora, me achei gente grande, adulta que não sofre. Que se foda o resto se eu tenho meus sentimentos organizados.
Aí alguém me perguntou se eu me imagino sem você.
Me imagino sem você? Me imagino? Não preciso responder a verdade, afinal não preciso provar meu amor pra ninguém. Mas por outro lado, aceito, assim como o resto desse povaréu falso, uma outra imagem, mesmo que não tão importante ou chamativa?
É, não aceito, e não, não me imagino sem você.
Não importa quantas poucas cervejas ou quantas milhões de tequilas eu beba, acordar pra vida com uma pergunta dessas me cala essa boca que fala demais coisas que aqui dentro não tem dois pingos de intensidade.
As outras pessoas podem ter lá as suas experiências, suas histórias, seus lugares pra parar o carro, sua falta de ingenuidade, e eu não gosto de ficar de fora - e não fico. Mas quando acaba o dia e eu te ligo falando que quero te ver, é porque eu preciso de você, pra que as nossas experiências sejam de novo só nossas, pra que as nossas histórias sejam de novo nossas, e que a minha ingenuidade seja recompensada com um beijinho e um abraço e alguma frase que complete esse kit.
Não me imagino sem você porque eu não sou porra nenhuma dessa adulta que não sofre. Sou tão o contrário disso que bebo, escuto uma brincadeira e levo a sério. E depois me arrependo porque o mundo não é só isso e deu, não é só isso e voltar pra casa sozinha e dormir. É voltar com você, dormir com você e viver a vida inteira com você, sabe?
Se eu, decididamente, virei chorona até por causa da lasanha individual e você foi embora, é porque cada dia mais não quero te perder. Doeu aqui de prender o choro, mas de ver o teu prato vazio e o guardanapo limpo não deu mais pra segurar. Meloso, coisa de guriazinha nada adulta que sofre só de pensar em coisa ruim.
É monstruosa a falta que faria, me ensina a ser menos assim? Preserva as histórias e a demora das nossas experiências, e até a minha ingenuidade, mas me ensina a ser mais coerente? A cerveja tava boa e ponto.
Aí alguém me perguntou se eu me imagino sem você.
Me imagino sem você? Me imagino? Não preciso responder a verdade, afinal não preciso provar meu amor pra ninguém. Mas por outro lado, aceito, assim como o resto desse povaréu falso, uma outra imagem, mesmo que não tão importante ou chamativa?
É, não aceito, e não, não me imagino sem você.
Não importa quantas poucas cervejas ou quantas milhões de tequilas eu beba, acordar pra vida com uma pergunta dessas me cala essa boca que fala demais coisas que aqui dentro não tem dois pingos de intensidade.
As outras pessoas podem ter lá as suas experiências, suas histórias, seus lugares pra parar o carro, sua falta de ingenuidade, e eu não gosto de ficar de fora - e não fico. Mas quando acaba o dia e eu te ligo falando que quero te ver, é porque eu preciso de você, pra que as nossas experiências sejam de novo só nossas, pra que as nossas histórias sejam de novo nossas, e que a minha ingenuidade seja recompensada com um beijinho e um abraço e alguma frase que complete esse kit.
Não me imagino sem você porque eu não sou porra nenhuma dessa adulta que não sofre. Sou tão o contrário disso que bebo, escuto uma brincadeira e levo a sério. E depois me arrependo porque o mundo não é só isso e deu, não é só isso e voltar pra casa sozinha e dormir. É voltar com você, dormir com você e viver a vida inteira com você, sabe?
Se eu, decididamente, virei chorona até por causa da lasanha individual e você foi embora, é porque cada dia mais não quero te perder. Doeu aqui de prender o choro, mas de ver o teu prato vazio e o guardanapo limpo não deu mais pra segurar. Meloso, coisa de guriazinha nada adulta que sofre só de pensar em coisa ruim.
É monstruosa a falta que faria, me ensina a ser menos assim? Preserva as histórias e a demora das nossas experiências, e até a minha ingenuidade, mas me ensina a ser mais coerente? A cerveja tava boa e ponto.